segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Textos Filosóficos #1 - Preconceito & Generalização (Parte I)

GENERALIZAÇÃO


A partir de uma conversa com um colega, pude perceber e conhecer um pouco mais esses dois demônios da sociedade contemporânea: a generalização e o preconceito. O que farei aqui é dar o meu ponto de vista à respeito desses dois males, portanto, se discordar de algo - e certamente vai - o problema é seu.

Comecemos a análise dessa questão complicada pela generalização, que é o que, em grande parte, fornece a base para que os mais variados preconceitos sejam formados e estabelecidos como parte da cultura de uma sociedade.

"Olha lá aquele Rockeiro! Vendeu a alma pro diabo e agora está no caminho da perdição! Vai queimar no fogo do inferno no Juízo Final!"

"Nossa, olha só aquele casal de funkeiros. Garanto que já tem uma penca de filhos e para eles só resta roubar pra poder alimentar todas as crias!"

Manifestações desprezíveis como essas são vistas aos montes, pelo menos no meu dia-a-dia. Bom, não preciso nem dizer que quem ouve Rock tem fama de satanista e drogado. E quem ouve Funk tem fama de puta (mulher) e marginal (homem). Todas essas são generalizações sem tamanho, criadas por grupos sociais que se odeiam (Funk X Rock) e vivem travando guerras virtuais no anonimato da internet. Bom, mas isso é questão para outro post. O fato é que a generalização faz todos parecerem iguais, como o GOVERNO e seus manipuladores querem que seja.

Assim, generalizando os funkeiros, eu terei um pré-conceito, ou seja, uma ideia pré-formada, a respeito de TODOS os funkeiros, que pouco jus faz ao caráter que eles realmente apresentam. Isso é o preconceito.



Não é muita hipocrisia achar que todos os funkeiros são iguais, mesmo tendo plena consciência de que cada pessoa é única e tem uma forma de pensar e um caráter diferente? Não pretendo aqui defender nem funkeiros nem rockeiros. Apenas os estou usando como exemplo.

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