segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Textos Filosóficos #2 - Preconceito & Generalização (Parte II)

PRECONCEITO


Preconceito é generalizar e criar um pré-conceito sobre algo ou alguém sem realmente conhecer a coisa ou o ser. Segundo o dicionário Aurélio, preconceito "existe em relação a quase tudo e varia em intensidade da distorção moderada a um erro total". Assim sendo, acredito que a forma mais sublime que uma pessoa pode se materializar é não tendo nenhum preconceito. E eu digo nenhum no sentido literal da palavra mesmo. Zero preconceito. É o mais próximo que uma pessoa pode chegar de uma divindade - para quem acredita - ou poderíamos também definir esse estado como o ápice do caráter humano.

Uma observação importantíssima, que devemos ter sempre em mente:

TER PRECONCEITO É DIFERENTE DE SER CONTRA OU NÃO CONCORDAR COM ALGO. 

Por exemplo: um dos assuntos mais polêmicos é o preconceito quanto a sexualidade, o que a sociedade decidiu chamar de homofobia. Você tem total direito de ser contra o homossexualismo. Não ter preconceito em relação a isso, não quer dizer "aceitar numa boa" os homossexuais. Quer dizer NÃO generalizá-los e NÃO criar uma ideia pré-concebida em relação à eles. A prova dessa observação digo-lhes agora: você pode odiar os homossexuais e ter vontade de matá-los (entenda-se que isso é errado), mas esse sentimento e essa vontade NÃO SÃO preconceito a partir do momento em que você entende sobre o assunto e tem uma opinião própria formada.

Mas para chegar ao estado do ápice do caráter humano, abordado no início do texto, é preciso tomar muito cuidado. Na sociedade em que vivemos e com a cultura que somos, mesmo que involuntariamente, obrigados a engolir, a cada instante você está caindo na rede do SENSO COMUM, às vezes até sem perceber. Uma frase da minha ex-professora de sociologia que me marcou muito foi: "Deve-se sempre fugir do senso comum". Não há como você estar inserido no senso comum e não ter preconceitos, mas há como você estar fora do senso comum e ter preconceitos. O "status" de apogeu do caráter humano, dito anteriormente, tem fundamento nessa dificuldade de eliminar os preconceitos.


Não ter preconceito também não quer dizer não criticar ou não definir mais ou que é certo ou errado. O importante é entender o que se está criticando e saber do que se está falando. Isso também é ser crítico, tendo uma opinião formada sobre determinado assunto. Não quer dizer também que essa opinião não seja mutável. Você pode absorver as influências das pessoas que lhe cercam, para aprimorar seu caráter, mas, nesse caso, o cuidado deve ser redobrado. É muito fácil cair novamente no senso comum e criar uma "falsa personalidade", na qual a pessoa acha que tem uma personalidade própria, mas na verdade ela é um amontoado de fragmentos de personalidade retirados das pessoas com as quais ela convive.

Bom, para a grande maioria das pessoas, esse texto não fará sentido e muito menos diferença. Para outras até fará, mas elas não estarão dispostas a sair da sensação de conforto do senso comum para entrar na zona do pensamento próprio e da crítica. Mas se eu conseguir, por um instante, fazer com que uma única pessoa entenda a mensagem que quero passar aqui, tudo já vai ter valido a pena.

Textos Filosóficos #1 - Preconceito & Generalização (Parte I)

GENERALIZAÇÃO


A partir de uma conversa com um colega, pude perceber e conhecer um pouco mais esses dois demônios da sociedade contemporânea: a generalização e o preconceito. O que farei aqui é dar o meu ponto de vista à respeito desses dois males, portanto, se discordar de algo - e certamente vai - o problema é seu.

Comecemos a análise dessa questão complicada pela generalização, que é o que, em grande parte, fornece a base para que os mais variados preconceitos sejam formados e estabelecidos como parte da cultura de uma sociedade.

"Olha lá aquele Rockeiro! Vendeu a alma pro diabo e agora está no caminho da perdição! Vai queimar no fogo do inferno no Juízo Final!"

"Nossa, olha só aquele casal de funkeiros. Garanto que já tem uma penca de filhos e para eles só resta roubar pra poder alimentar todas as crias!"

Manifestações desprezíveis como essas são vistas aos montes, pelo menos no meu dia-a-dia. Bom, não preciso nem dizer que quem ouve Rock tem fama de satanista e drogado. E quem ouve Funk tem fama de puta (mulher) e marginal (homem). Todas essas são generalizações sem tamanho, criadas por grupos sociais que se odeiam (Funk X Rock) e vivem travando guerras virtuais no anonimato da internet. Bom, mas isso é questão para outro post. O fato é que a generalização faz todos parecerem iguais, como o GOVERNO e seus manipuladores querem que seja.

Assim, generalizando os funkeiros, eu terei um pré-conceito, ou seja, uma ideia pré-formada, a respeito de TODOS os funkeiros, que pouco jus faz ao caráter que eles realmente apresentam. Isso é o preconceito.



Não é muita hipocrisia achar que todos os funkeiros são iguais, mesmo tendo plena consciência de que cada pessoa é única e tem uma forma de pensar e um caráter diferente? Não pretendo aqui defender nem funkeiros nem rockeiros. Apenas os estou usando como exemplo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Neverworld's End - Xandria


Tarja Turunen voltou ao Nightwish! Embora essa volta pareça mais improvável que o fim do mundo em 2012, devido à forma como foi mandada embora pelo gênio Tuomas Holopainen, é essa a impressão que temos ao escutar este novo trabalho do Xandria. Como só conheço a banda por este álbum, não posso fazer comparações entre Neverworld's End e os outros quatro álbuns anteriores.

O primeiro e magnífico álbum lançado com a vocalista Manuela Kraller é grandioso, para ser breve. A forma operística com que Manuela canta lembra diretamente a nossa querida Tarja, além das orquestrações de todo o disco lembrarem bastante o Nightwish também. De diferente, apenas a ausência de teclados 'na cara', como os de Tuomas no Nightwish. Mas nem por isso o Xandria deixa de ser original!

O álbum inicia com a toda-poderosa A Prophecy Of Worlds To Fall, uma épica que deixa qualquer um boquiaberto e ao mesmo tempo apreensivo - no melhor sentido da palavra - pelo que virá a seguir. O álbum todo em si é muito coeso, sendo que há espaço suficiente para todos os integrantes se destacarem em algum momento dentro dessa coesão nos mais de 60 minutos do play.

Outro destaque é a arte da capa, que dá a ideia de toda a grandiosidade que se obterá ao iniciar a audição. Uma das capas de CD mais belas que eu já vi. Ela possui todos os elementos que eu admiro. Outro ponto a favor!

Parece que temos uma nova superbanda dentro do segmento do Metal Sinfônico. O Xandria tem tudo para se tornar grande, é só seguir pelo caminho de Neverworld's End e manter a originalidade. Se continuar assim, o Nightwish já era! kk

Arrisco ainda dizer que é o melhor álbum de 2012, apesar de ter o novo do Testament, que também está demais. E visto que eu escutei pouquíssimos CDs lançados este ano, esse não é um grande mérito... Mas é isso aí!

BANDA: Xandria

ÁLBUM: Neverworld's End

ANO: 2012

GRAVADORA: Napalm Records

FORMAÇÃO: Manuela Kraller (vocal), Marco Heubaum (guitarra, vocal e teclado), Philip Restermeier (guitarra), Nils Middelhauve (baixo) e Gerit Lamm (bateria)

DURAÇÃO: aproximadamente 01:03:53 + 07:20 (bônus) = 01:11:13 (total)

TRACKLIST:
01. A Prophecy Of Worlds To Fall ★★★★★
02. Valentine ★★★★★
03. Forevermore ★★★★★
04. Euphoria ★★★★★
05. Blood On My Hands ★★★★
06. Soulcrusher ★★★★
07. The Dream Is Still Alive ★★★★
08. The Last Elysion ★★★★★
09. Call Of The Wind ★★★★
10. A Thousand Letters ★★★★
11. Cursed ★★★★
12. The Nomad's Crown ★★★★★
13. When The Mirror Cracks (Bonus Track) ★★★★
14. The Sailor And The Sea (Bonus Track) ★★★★

DESTAQUES:
1º: A Prophecy Of Worlds To Fall
2º: Forevermore
3º: The Nomad's Crown

NOTA: 10!

LINKS DE REFERÊNCIA: